Internato de Medicina: tudo o que você precisa saber
Se você quer prestar vestibular de Medicina ou é um recém-aprovado no curso, provavelmente, já ouviu falar sobre o internato, não é mesmo?
Mas você sabe tudo sobre esta etapa da Graduação? Caso ainda haja dúvidas, fique tranquilo, porque neste texto você encontra todas as informações que precisa sobre esse período do curso.
Vamos nessa?
O que é internato de Medicina?
O curso de Medicina é dividido em dois momentos. Inicialmente, os alunos terão aulas teóricas, com duração de quatro anos. Posteriormente, a teoria se soma às vivências práticas, período em que o estudante precisa cumprir o internato.
Considerado o estágio obrigatório, esta etapa do curso de Medicina tem duração de dois anos e ocorre nos últimos períodos da graduação – 5º e 6º anos, no Brasil.
A atividade é regulamentada pelo Ministério da Educação (MEC), que estabeleceu que ao menos 35% do curso deve ser voltado ao internato.
Esta etapa é dedicada para uma vivência prática em que os alunos passam por diferentes áreas da Medicina, como: Clínica médica, Cirurgia geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, entre outras.
Durante o estágio, os estudantes têm a oportunidade de aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso por meio das aulas práticas, mas sempre sob supervisão de médicos experientes.
Vale lembrar que o aluno só consegue o diploma da Graduação se concluir o internato!
Como funciona essa etapa?
O internato de Medicina é realizado em hospitais públicos e privados que contam com programa de ensino credenciado pelo MEC. E, lembrando, os médicos em formação trabalham sob supervisão.
As atividades durante o período incluem:
- Atendimentos ambulatoriais e hospitalares;
- Participação em plantões médicos;
- Realização de procedimentos;
- Elaboração de prontuários;
- Discussão de casos clínicos;
- Participação em atividades de ensino e pesquisa.
Como é a rotina neste período?
Durante o internato, os alunos passam por rodízios em diferentes níveis de atenção à saúde: atenção primária, atenção secundária e atenção terciária. Neles, os estudantes realizam exames físicos, anamneses e consultas nas diversas áreas médicas que estão sendo estudadas.
Todas as atividades são geralmente realizadas em grupo, promovendo a troca de conhecimentos e a colaboração entre os colegas, o que é fundamental para a formação médica.
É importante destacar que o MEC prevê que pelo menos 30% das atividades sejam voltadas para a área da Medicina Geral de Família e Comunidade; e nos outros 70% para esse rodízio dos estudantes – abaixo, você confere mais detalhes sobre a carga horária obrigatória.
E a avaliação do internato?
No internato de Medicina, os estudantes são submetidos a avaliações práticas e teóricas. As provas práticas e teóricas geralmente compõem cerca de 60% da nota final do estágio.
As provas teóricas consistem em uma série de questões que abrangem os temas estudados ao longo do estágio. Por isso, é essencial que os alunos estejam sempre atentos e façam anotações em relação à prática.
E aqui vai uma dica de ouro: não deixe sua rotina de estudos de lado durante o internato! É difícil conciliar estágio e estudos, mas isso é fundamental para a conclusão da graduação.
Já as avaliações práticas envolvem a realização de pequenos exercícios que medem o aproveitamento do aluno. Elas podem variar de acordo com cada instituição.
Dependendo da faculdade ou do rodízio, o estudante deve apresentar semanalmente um relatório que documenta o progresso do estágio com as anotações que revelam os pontos mais relevantes de sua experiência.
Vale destacar que o comportamento e o comprometimento do estudante durante o internato também são avaliados.
Qual é a carga horária obrigatória do internato de Medicina?
A carga horária do Internato em Medicina no Brasil é definida pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do curso, também estabelecida pelo MEC.
Entre as atividades obrigatórias para o período estão:
- O mínimo de 30% da carga horária prevista tem de ser desenvolvido na Atenção Básica e em Serviço de Urgência e Emergência do SUS, respeitando-se o mínimo de dois anos deste internato;
- Dentre os 30%, deve predominar a carga horária dedicada aos serviços de Atenção Básica sobre o que é ofertado nos serviços de Urgência e Emergência (voltadas para a área da Medicina Geral de Família e Comunidade);
- Os 70% da carga horária restante do internato incluirão, necessariamente, aspectos essenciais das áreas de Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia, Obstetrícia, Pediatria, Saúde Coletiva e Saúde Mental, em atividades eminentemente práticas e com carga horária teórica que não seja superior a 20% do total por estágio, em cada uma destas áreas;
- O Colegiado do Curso pode autorizar a realização de até 25% da carga horária total estabelecida para o estágio fora da Unidade da Federação em que se localiza a IES, preferencialmente nos serviços do SUS, bem como em instituição conveniada que mantenha programas de Residência, credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica, ou em outros programas de qualidade equivalente em nível internacional;
- A jornada semanal de prática compreenderá períodos de plantão que poderão atingir até 12 horas diárias, observado o limite de 40 horas semanais, nos termos da Lei Federal nº 11.788, de 25 de setembro de 2008.
Qual é a importância do internato?
Além de ajudar o aluno a pôr o conhecimento em prática, o internato oferece ao estudante em formação a oportunidade de se familiarizar com a rotina de trabalho de um médico e a encarar os desafios da profissão.
Com essa etapa, os alunos conseguem se sentir mais preparados para a vida profissional e para tomar decisões sobre sua carreira futura.
Ainda, não há dúvidas de que esta etapa é fundamental para que os estudantes possam se aproximar das diferentes especialidades a fim de compreender qual área eles gostariam de seguir na residência.
Outro ponto a ser destacado é que, por ser uma fase com muitos aprendizados pessoais e profissionais, o aluno consegue desenvolver algumas soft skills essenciais para a profissão, como: habilidade de comunicação, resiliência, trabalho em equipe, empatia, etc.
Qual é a diferença entre internato e residência?
As principais diferenças entre os dois diz respeito ao estágio da formação do médico e o objetivo que cada uma das etapas tem!
O internato é a fase final da graduação, em que o estudante vai conhecer as diversas áreas que ele pode atuar. E, mesmo com as suas atividades práticas, ele está sempre sob supervisão do médico.
Além disso, ele não recebe um salário, visto que o estágio obrigatório é uma parte da matriz curricular do curso.
Já a residência é a modalidade de ensino de pós-graduação destinada aos médicos, e tem como objetivo formar especialistas em diversas áreas da Medicina, como Cardiologia, Ortopedia, Cirurgia Geral, etc.
O médico só consegue sua especialização se cumprir a residência, que varia conforme a especialidade. No entanto, de modo geral, também são dois anos destinados para esta etapa.
Agora com uma atuação mais autônoma, o médico-residente assume responsabilidades crescentes no cuidado aos pacientes, realiza procedimentos complexos e participa de plantões. Mas há uma supervisão de médicos especialistas para determinadas ocorrências e situações.
Atualmente, o Brasil conta com 55 especialidades médicas e 59 áreas de atuação (subespecialidades com duração médica de um ano) reconhecidas oficialmente pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Saiba mais sobre a residência médica aqui.
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Como é a Medicina no Claretiano?
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No Claretiano, você terá uma formação abrangente para atuar em equipes multifuncionais. Nossa estrutura curricular e atividades programadas foram elaboradas para que você desenvolva conhecimentos especialmente nas áreas de Atenção à Saúde, Gestão em Saúde e Educação em Saúde.
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